segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

 QUES

28/1/24 às 12:16

Turismo rural em Brasília é ótima opção durante o Carnaval

Longe da agitação, a calma do Cerrado na capital federal é escolha para quem quer fugir do agito

Brasília já faz parte do circuito de Carnaval nacional, recebendo grandes shows e os tradicionais blocos de rua. No entanto, há outra alternativa para aqueles que preferem a tranquilidade. O turismo rural surge como uma opção, proporcionando aos visitantes uma experiência relaxante, longe da agitação.

O turismo rural em Brasília também destaca-se pelo compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental | Fotos: Divulgação/Setur-DF

O miniguia, elaborado pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) em parceria com a Associação Viva Lago Oeste, apresenta a Rota Turística do Lago Oeste, que reúne opções de hospedagem, passeios, gastronomia, descanso e lazer na região, que fica a 22 km do centro de Brasília. A Região Administrativa de Sobradinho abrange uma área situada entre a Reserva Biológica da Contagem e o Parque Nacional de Brasília.

Destaca-se o Núcleo Rural Lago Oeste, que oferece natureza, cultura e turismo, sendo notável na Rota Lago Oeste, parte da Coleção Rotas Brasília, promovida pela Setur-DF. Nas diversas propriedades da região, os visitantes têm a oportunidade de explorar trilhas e cachoeiras, além de realizar visitas a cultivos locais, desfrutando da rica gastronomia regional.

“Não precisa sair de Brasília para ter uma experiência com a natureza; é possível encontrar refúgio nas cachoeiras, nos parques e nas propriedades rurais que cercam a nossa capital. Neste período de Carnaval, Brasília está preparada para receber os foliões que procuram a diversão pelas ruas da cidade e também os visitantes que preferem um Carnaval de descanso”, reforça o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

Um miniguia foi elaborado pela Setur-DF em parceria com a Associação Viva Lago Oeste, para apresentar a Rota Turística do Lago Oeste

O turismo rural em Brasília também destaca-se pelo compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental. Muitas propriedades adotam práticas ecológicas, promovendo a consciência ambiental e educando os visitantes sobre a importância da preservação.

Para o presidente do Sindicato de Turismo Rural do DF (RuralTur), Fernando Mesquita, o DF e Entorno apresentam a melhor rede de Turismo Rural, atuando dentro de um turismo rural inteligente, pois conta com 90% das suas rodovias asfaltadas e bem sinalizadas, uma rede de telefonia móvel de excelência, equipamentos turísticos bem estruturados, protocolos de segurança e boas práticas sendo respeitados.

“Por oferecer tanta diversidade e riqueza, o turismo rural do DF vem se destacando no cenário nacional como um turismo sustentável, social e inclusivo, crescendo de forma positiva após a pandemia. Na agenda de 2024, o Ruraltur estará trabalhando para conscientizar e ajustar a adaptação e estruturação dos equipamentos turísticos de acordo com a agenda 20/30, em respeito às 17 ODS da ONU”, finaliza o presidente.

Muitas propriedades adotam práticas ecológicas, promovendo a consciência ambiental e educando os visitantes sobre a importância da preservação

Locais como a Floresta Nacional de Brasília, Salto do Tororó, Zoológico de Brasília, Parque da Cidade Sarah Kubitschek, a Chapada Imperial, Jardim Botânico, entre outros, são alternativas para o período carnavalesco.

Outras opções

A Setur também conta com roteiros destinados a quem procura retiro espiritual, místico, com diferentes manifestações culturais, doutrinas e religiões, disponíveis no guia Rota da Paz.

Os visitantes contam com informações sobre lugares como a igreja Nossa Senhora de Fátima (307/308 Sul), tombada em 2007 como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; o Santuário Dom Bosco (702 Sul) e a Catedral Metropolitana, projeto de Oscar Niemeyer inaugurado em 1970. Considerada um marco da arquitetura moderna, seus vitrais, assinados pela artista plástica Marianne Peretti, dão um tom celestial.

O Templo da Boa Vontade também está presente nas rotas da secretaria e neste feriado preparou uma programação especial. “Os ambientes do templo estarão abertos todos os dias, das 8h às 20 horas, com exceção da nave, um ambiente principal que fica aberto 24 horas para receber os peregrinos”, informa o diretor do Templo, Paulo Medeiros.

Reestruturação das Rotas

As Rotas seguirão o conceito de Eixos Temáticos, divididos em 6 temas: Fé, Arquitetônico e Design, Natureza, Cívico, Cultural e Experiências. Esses Eixos serão transformados em roteiros turísticos consolidados, entregues à população como produtos.

 


Combate à dengue ajuda produtores rurais do DF com matéria-prima

Resíduos vegetais recolhidos por equipes do GDF se transformam em insumo para a confecção de compostos orgânicos doados às produções familiares; mais de 120 propriedades já são atendidas.

Em uma iniciativa inovadora no combate à dengue, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) está reaproveitando resíduos vegetais recolhidos para adicioná-los à produção de compostos orgânicos que, posteriormente, serão utilizados pela própria empresa no plantio de árvores ou doados a pequenos produtores rurais do Distrito Federal.

Adelaide Guedes está satisfeita com os resultados do material fornecido pela Novacap: “Aqui na chácara, a gente usa composto que eles nos doam para tudo; coloco em todas as hortaliças e faz muita diferença, especialmente na época da seca” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Ao coletar os resíduos vegetais, a Novacap contribui para a redução dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Isso porque materiais como folhas, galhos, restos de podas e plantas em decomposição podem favorecer o acúmulo de água parada, criando ambientes propícios para a reprodução do vetor da enfermidade.

Após a coleta, as equipes encaminham os componentes vegetais para a unidade conhecida como Viveiro II, onde o material será processado e incorporado a compostos orgânicos destinados a embelezar canteiros ornamentais e áreas verdes da capital.

Agricultura familiar

“Os produtores são orientados a usar esses materiais na cobertura de campeiros, diminuindo gastos com irrigação, incidência de ervas daninhas e melhorando a produção”Lídia Jardim, extensionista rural da Emater-DF

O impacto positivo do reaproveitamento dos resíduos não está restrito às paisagens urbanas. Em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), a companhia tem direcionado os substratos para melhorar pequenas produções rurais e familiares.

“Esse composto orgânico tem feito a diferença para esses produtores”, explica a extensionista rural da Emater Lídia Jardim. “Eles são orientados a usar esses materiais na cobertura de campeiros, diminuindo gastos com irrigação, incidência de ervas daninhas e melhorando a produção. Além disso, muitos aprendem a usar o material para fazer canteiros, nutrindo e deixando o solo mais aerado.”

Em 2023, foram doadas mais de 3,7 mil toneladas de composto orgânico. Atualmente, o substrato atende as demandas de 122 produtores rurais, quatro associações de produção familiar, uma escola rural e um viveiro.

Produtores beneficiados

Uma das beneficiadas pela iniciativa é a produtora familiar Adelaide Guedes, 65. É justamente com o composto doado pela Novacap que ela nutre as diversas hortaliças que, plantadas em sua chácara, no Assentamento 15 de Agosto, em São Sebastião, após a colheita, vão parar no prato dos estudantes da rede pública de ensino do DF, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

“Essa é com certeza uma ajuda muito boa que o governo nos dá”, comemora a produtora. “É muito difícil para a gente ter que comprar adubo, é muito caro. Aqui na chácara, a gente usa composto que eles nos doam para tudo; coloco em todas as hortaliças e faz muita diferença, especialmente na época da seca.”

 

Por que tantas árvores urbanas caem?


As árvores caem basicamente por falta de ancoragem, comprometimento do tecido lenhoso ou desequilíbrio da copa, brevemente explicados a seguir.

Falta de ancoragem - Raízes enfraquecidas por falta de água ou nutrientes, sem espaço para desenvolvimento, ou comprometidas por cupim ou broca, não mais conseguem fixar a árvore no solo.

Comprometimento do tecido lenhoso - Se o ataque por insetos, que se alimentam de madeira, não for controlado, tronco e galhos também vão sendo consumidos, enfraquecendo toda a estrutura da árvore.

Desequilíbrio da copa - Raízes deterioradas não conseguem captar água e nutrientes para manter as demais partes da planta, assim temos a morte de folhas e galhos. E, somando-se uma poda desequilibrada (para remover galhos da fiação) temos os desastres de verão; chuvas e ventos fortes dão apenas o empurrão final.

A obrigação de cuidar de árvores plantadas nos recuos e dentro das propriedades é do proprietário do imóvel ou, no caso de imóveis multifamiliares, do síndico. Na calçada, da prefeitura.

Para podar ou arrancar uma árvore na calçada, temos de pedir à prefeitura. Dentro da área privativa podemos fazer apenas as ‘podas de limpeza’, removendo até 20% da massa verde. Para qualquer outra intervenção temos de solicitar licença especial e, se for preciso excluir um espécime, outra árvore deve ocupar o lugar.

Pedidos feitos à prefeitura são raramente atendidos. Tampouco se vê qualquer tipo de prevenção sendo feita, como um mínimo controle de pragas de solo. Calçadas mal projetadas, falta de espaço para penetração de água e ausência de podas de condução são fatores que condenam árvores centenárias à morte. Uma pena, afinal nosso patrimônio verde deve ser valorizado não só pelo aspecto paisagístico, mas também pelo controle de temperatura e melhora na qualidade do ar que respiramos

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Como o ‘Escurecimento do Sol’ Pode Salvar a Terra: Especialista Oferece Explicações

Até o ano passado, a temperatura global já havia aumentado em mais de 1,26°C, e estamos encaminhando-nos para superar a marca de 1,5°C por volta de 2030. Estudos indicam que, seguindo as atuais políticas climáticas, poderíamos alcançar um aumento de 3°C até o final deste século. Que tal a técnica de escurecimento do Sol?

Este cenário teria impactos devastadores em comunidades e ecossistemas vulneráveis em todo o mundo, ressaltando a necessidade urgente de repensarmos estratégias radicalmente novas para conter as mudanças climáticas. Uma proposta em consideração envolve a técnica de escurecimento do Sol.

Após eventos vulcânicos significativos, como o ocorrido em Tambora, na Indonésia, em 1815, e Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, houve uma queda temporária nas temperaturas globais por alguns anos.

Essas erupções de grande porte resultaram na formação de uma espécie de neblina composta por partículas microscópicas na atmosfera superior, causando uma breve obscurecimento da luz solar.

Proposta

A proposta em consideração seria replicar esse efeito como uma estratégia para enfrentar as mudanças climáticas.

escurecer o sol
Imagem: Nuvem de cinzas proveniente da erupção do Pinatubo em 1991. Crédito: Dave Harlow / Serviço Geológico dos EUA, CC BY-NC-SA

Peter Irvine, pesquisador apoiado pelo projeto Horizon Europe, uma iniciativa de pesquisa científica da União Europeia, desempenha o papel de conselheiro científico na Degrees Initiative.

Essa organização não governamental (ONG) dedica-se a financiar estudos globais em desenvolvimento relacionados à geoengenharia de modificação da radiação solar.

Em um artigo publicado no site The Conversation, Peter Irvine explana o conceito de “escurecimento do Sol” como uma medida para mitigar o aquecimento global.

De acordo com suas análises, enquanto o Sol fornece o calor à Terra, é a retenção desse calor pelos gases de efeito estufa que mantém nosso planeta aquecido.

A proposta para combater o efeito de aquecimento resultante das emissões de CO₂ envolve a criação de uma névoa artificial persistente, semelhante à observada após grandes erupções vulcânicas. Estudos indicam que reduzir a luminosidade solar em apenas 1% poderia resultar em um resfriamento de 1°C no planeta.

Prós e contras do “escurecimento do Sol” no combate às mudanças climáticas

Embora possa parecer improvável, todas as avaliações técnicas realizadas até o momento indicam a viabilidade e custos relativamente baixos dessa abordagem, que envolve o uso de aeronaves para liberar partículas reflexivas na atmosfera superior.

Surge, então, a questão: deveríamos realmente seguir por esse caminho? Para Irvine, o “escurecimento do Sol” não representa uma solução perfeita para reverter as mudanças climáticas.

Isso ocorre porque o aquecimento solar é mais intenso durante o dia, no verão e em regiões tropicais, enquanto os gases de efeito estufa causam aquecimento a qualquer momento e em qualquer lugar.

No entanto, o especialista explica que poderíamos alcançar um resfriamento mais uniforme ao ajustar a localização em que essas partículas seriam liberadas, resultando, de acordo com pesquisas, em uma redução significativa dos riscos climáticos.

Implicações do aumento das temperaturas

O aumento das temperaturas traz consigo implicações sérias, incluindo a migração de espécies em busca de climas familiares, riscos extremos de calor e alterações nos padrões de precipitação que intensificam secas e inundações em todo o mundo.

Estamos ainda distantes de possuir conhecimento suficiente para recomendar o escurecimento do Sol neste momento. Contudo, se os países não começarem a considerar seriamente essa ideia, corremos o risco de perder uma oportunidade valiosa para mitigar os riscos associados às mudanças climáticas.

Peter Irvine, pesquisador especializado em geoengenharia de modificação da radiação solar, enfatiza a importância de abordar essa proposta com seriedade e cuidado diante da complexidade e das incertezas associadas a essa estratégia.

Embora o escurecimento do Sol possa atenuar alguns desses efeitos, há o potencial de alterar padrões globais de vento e chuva. Estudos indicam mudanças gerais modestas na precipitação, mas a incerteza persiste, especialmente em relação a variações mais pronunciadas em regiões específicas.

Além disso, bloquear parte da luz solar seria uma estratégia eficaz para manter regiões geladas frias, contribuindo para conter o derretimento das camadas de gelo na Antártida e Groenlândia, o que, por sua vez, reduziria o aumento do nível do mar.

No entanto, é crucial destacar que esse processo não resolve a acumulação de CO₂ e outros gases de efeito estufa na atmosfera, nem os impactos adversos, como a acidificação dos oceanos, permanecem sem solução.

Com informações de Olhar Digital.